Gig Economy: entenda o que é e como está transformando o mercado de trabalho

Por Gabriel Matias em

Publicado em: 23/10/2023

Atualizado em: 23/06/2024

Tempo de leitura: 10 min

A transformação digital e até mesmo as decorrências da pandemia de covid-19 alteraram profundamente as relações de trabalho. Nesse cenário, a Gig Economy ganhou força com aparatos tecnológicos que a sustentam e com a popularização do trabalho remoto.

Agora, freelancers ganharam outro status no mercado. Com melhor conceituação e capacitação, tais profissionais receberam destaque e mais relevância em cenários que exigem rapidez, agilidade e qualificação.

Neste conteúdo, você verá detalhes sobre o que é Gig Economy. Confira:

  • O que é a Gig Economy?
  • Diferenças entre a Freelance Economy e o emprego tradicional
  • As principais características do novo modelo
  • O crescimento da Gig Economy
  • Os benefícios da Economy on Demand
  • Desafios do novo modelo
  • O futuro da Gig Economy

Siga a sua leitura e saiba mais sobre o tema!

O que é a Gig Economy?

Gig Economy é um termo que surgiu nos últimos anos para definir um modelo específico de relação de trabalho. Existem diversas conceituações, dentre as quais destacamos:

A Gig Economy também é conhecida como freelance economy ou mesmo economy on demand e caracteriza as relações laborais entre trabalhadores e empresas que contratam essa mão de obra para a realização de serviços esporádicos e, portanto, sem vínculo empregatício (tais como freelancers e autônomos). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A Gig Economy refere-se à força de trabalho de pessoas engajadas em trabalhos autônomos e como uma renda extra”. Consultoria McKinsey.

“A Gig Economy é o ambiente de negócios em que há intermediação de trabalho humano por meio de plataformas digitais, no qual prevalecem contratos flexíveis, de curta duração e cujo pagamento dos trabalhadores se dá por tarefas realizadas. Nessa relação, as plataformas digitais podem intermediar diferentes tipos de trabalho”. Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP.

O termo “gig” se refere a contratos de prazos curtos, típicos de eventos artísticos, como apresentações musicais. Então, a palavra passou a ser usada no contexto da contratação de prestadores de serviços, especialmente via plataformas digitais.

Diferenças entre a Freelance Economy e o emprego tradicional

O principal aspecto que precisa ser considerado no novo modelo está relacionado à ausência de vínculo empregatício entre contratante e contratado. Logo, o profissional se torna um prestador que opera sob demanda para a empresa que paga pelos serviços acordados.

O emprego tradicional, por sua vez, precisa seguir as regras estabelecidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nesse caso, há vínculo empregatício e a organização precisa assinar a carteira do contratado, além de recolher uma série de encargos trabalhistas.

As principais características do novo modelo

Já deu para ter uma noção sobre os aspectos mais marcantes da Gig ao confrontá-la com a CLT, não é verdade? A seguir, você confere detalhes sobre as características do formato.

Flexibilidade

Em vez de seguir um horário de trabalho fixo, os profissionais da Freelance Economy podem organizar a sua agenda com mais flexibilidade. Isso significa adaptar compromissos segundo as suas necessidades fora do trabalho, permitindo-lhes equilibrar responsabilidades

O modo mais flexível de trabalhar tem potencial para assegurar ao trabalhador mais qualidade de vida e a possibilidade de explorar diferentes oportunidades profissionais.

Além disso, a autonomia na definição de tarefas e na escolha de projetos permite o direcionamento da carreira de acordo com os seus interesses e objetivos. A liberdade não apenas promove a realização pessoal, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais dinâmico e inovador.

Diversidade de trabalho

FREELANCER

Existe uma grande variedade de jobs que podem ser encontrados na Gig Economy. Podem ser citados desde design gráfico, marketing digital, programação e consultoria até motoristas de aplicativos, tutores online e prestadores de serviços de manutenção doméstica.

Assim, a diversidade é um dos atrativos desse modelo de trabalho. Ela possibilita que os trabalhadores tenham acesso a diferentes oportunidades, sendo mais fácil encontrar aquela que corresponda aos seus talentos e interesses.

O novo modelo também promove a inclusão de pessoas de diferentes origens e habilidades. Isso resulta em uma força de trabalho mais heterogênea e, consequentemente, em soluções mais criativas e perspectivas diversas nas organizações.

Plataformas digitais

Outra característica marcante da Economy on Demand é a presença de intermediadoras entre os profissionais independentes e os clientes. As plataformas digitais, como a CROWD, conectam pessoas que oferecem os seus serviços aos potenciais contratantes.

Tais soluções oferecem uma variedade de benefícios. Elas facilitam a busca de jobs, permitindo que os profissionais escolham projetos que se alinhem com as suas habilidades e interesses. Além disso, as soluções proporcionam um ambiente seguro para a negociação e a prestação de serviços.

As plataformas digitais simplificam o processo de encontrar oportunidades e ainda promovem uma economia mais ágil e global. Então, elas permitem que prestadores e empresas se beneficiem de oportunidades diversificadas e flexíveis ao redor do mundo.

Autonomia

Por fim, o novo modelo oferece autonomia aos freelancers. Ao adotá-lo, os profissionais têm a liberdade de escolher quando e onde desejam trabalhar – o que representa uma mudança fundamental em relação ao emprego tradicional.

A possibilidade de ativamente tomar decisões sobre a rotina permite que as pessoas tenham a chance de conciliar as suas responsabilidades profissionais com suas vidas pessoais de modo mais fácil. 

Além disso, a autonomia na Freelance Economy se traduz na capacidade de escolher os projetos e clientes com os quais deseja colaborar. Isso permite que os profissionais direcionem as suas carreiras de acordo com seus interesses e objetivos, contribuindo para a realização pessoal.

O crescimento da Gig Economy

No Brasil, não existem dados que consigam abranger toda a amplitude do modelo de contratação. Mas um levantamento realizado pelo Ipea aponta que 1,5 milhão de pessoas estava trabalhando na Gig Economy no setor de transportes do país, somente em 2021.

De acordo com a Pesquisa de Oportunidades Americanas, da McKinsey, 36% dos entrevistados nos Estados Unidos se identificaram como trabalhadores independentes em 2022. O número apresentou um aumento notável em relação a 2016, quando marcava 27%. 

O fenômeno não é exclusivo do Brasil e dos EUA. Ao contrário: ele está se espalhando globalmente à medida que mais pessoas optam por essa forma de trabalho flexível. Mas quais razões podem levar as pessoas a adotarem o modelo?

Ainda segundo dados da McKinsey, o crescimento da Gig Economy é impulsionado por diversos fatores, incluindo a busca por flexibilidade e autonomia no trabalho. Cerca de 1 em cada 4 entrevistados prioriza essas características em suas carreiras. 

Além disso, o avanço tecnológico vivido nos últimos anos, e especialmente acentuado com a pandemia de covid-19, fortaleceu o crescimento do modelo. Agora, o trabalho remoto é mais acessível do que nunca devido a recursos que facilitam a modalidade, como ferramentas e sistemas digitais. 

Outro fator associado ao isolamento dos anos 2020 a 2022 está relacionado à perda de emprego. Muitas pessoas ficaram desempregadas no período e viram no trabalho freelance uma maneira de garantir novas fontes de renda ou de conquistar independência financeira. 

Para as empresas, a adoção de uma força de trabalho composta principalmente por trabalhadores independentes é vantajosa. Elas podem aproveitar habilidades especializadas conforme necessário, reduzindo custos e eliminando a necessidade de manter uma equipe fixa em tempo integral.

Logo, uma série de fatores e acontecimentos culminaram no crescimento intenso do modelo de trabalho ao redor de todo o mundo. 

Os benefícios da Economy on Demand

Depois de conhecer os conceitos e os principais aspectos da Gig Economy, está na hora de entender as vantagens que ela pode oferecer para contratantes e contratados. Vamos lá?

Para profissionais

  • oportunidades variadas: possibilidade de escolher projetos e clientes;
  • potencial de ganho: remuneração flexível e potencialmente superior;
  • desenvolvimento de habilidades: aprimoramento profissional contínuo;
  • experiência empreendedora: exploração de novas oportunidades;
  • equilíbrio trabalho-vida: melhor gestão do tempo e vida pessoal;
  • networking ampliado: conexões profissionais expandidas;
  • inovação contínua: adaptação a novas tendências e tecnologias.

A Freelance Economy oferece vantagens que vão além das tradicionais relacionadas a trabalho. Profissionais podem alcançar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, expandir as suas redes de contatos e permanecer ágeis em um mercado em constante evolução.

Para empresas

  • acesso à especialização: contratação de talentos especializados por projeto;
  • redução de custos: menos obrigações trabalhistas e benefícios fixos;
  • escalabilidade eficiente: adaptação rápida às demandas do mercado;
  • inovação e criatividade: diversidade de perspectivas e ideias;
  • foco no core business: terceirização de funções a profissionais qualificados;
  • ampla disponibilidade: acesso a profissionais globais e 24/7;
  • redução de barreiras geográficas: colaboração sem limitação por território.

É inegável que o novo formato proporciona benefícios significativos às empresas. O acesso a especialistas sob demanda, economias financeiras e maior flexibilidade operacional são exemplos consideráveis.

Desafios do novo modelo

Assim como acontece com outros tipos de relação contratual, a ascensão da Gig Economy trouxe consigo alguns desafios que precisam ser enfrentados.

Em relação aos profissionais, a instabilidade de contratos e falta de acesso a benefícios trabalhistas são elementos que devem ser avaliados. Mesmo assim, pesquisa aponta que os autônomos estão otimistas em relação a novas oportunidades de trabalho. 

Outra questão que é desafiadora para contratantes e contratados está relacionada à própria dinâmica do trabalho. A comunicação e o alinhamento entre as partes ainda pode ser um entrave para algumas organizações – principalmente aquelas que são mais resistentes a novas tecnologias.

O monitoramento das entregas e a garantia da sua qualidade é mais um ponto que precisa ser trabalhado pelos parceiros. O acompanhamento de serviços de Customer Success, como o oferecido pela CROWD, pode aperfeiçoar a parceria e assegurar a excelência dos acordos.

O futuro da Gig Economy

Vivemos em uma era de mudanças rápidas e intensas. Especialmente em relação a Economy on Demand, a volatilidade e as incertezas podem ser ainda maiores. No entanto, é importante analisar o potencial de algumas tendências e tecnologias capazes de afetar a Gig Economy nos próximos anos.

Plataformas em ascensão

Novas soluções digitais podem surgir. Elas continuarão a conectar trabalhadores independentes a oportunidades de trabalho, alcançando setores diversos. Provavelmente, o serviço das intermediárias se tornará mais completo e abrangente.

Aumento da diversidade de trabalho

Mais jobs podem surgir na Gig Economy devido à diversificação de plataformas, ao trabalho remoto e às demandas do público. Dessa maneira, várias tarefas serão cobertas pelo modelo, desde serviços de baixo valor agregado até atividades especializadas.

Automatização e Inteligência Artificial (IA)

O avanço de ferramentas automatizadas e de IA pode alterar a natureza do trabalho independente, exigindo que os profissionais do futuro adquiram habilidades complementares. 

Colaboração virtual avançada

O desenvolvimento de ferramentas de colaboração virtual mais avançada pode facilitar a comunicação e a relação com freelancers de qualquer parte do mundo.

Logo, o amanhã da Gig Economy dependerá da capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas e da busca contínua por oportunidades inovadoras. Essa evolução oferece um potencial significativo para moldar o mercado de trabalho de maneira mais flexível e eficiente.

Então, faça parte do futuro. Venha para a CROWD!

Estamos no mercado de intermediação entre profissionais remotos e clientes desde 2017. Nosso método garante a segurança tanto para quem faz a contratação quanto para o contratado.

Disponibilizamos a CROWD Academy aos freelancers, com conteúdos e cursos exclusivos, além de interação com outros profissionais da área. 

Assim, se você deseja potencializar a sua carreira na Gig Economy, faça parte da CROWD!

Gabriel Matias

CROWD = Plataforma de Talentos de Marketing e Tecnologia. Conectamos você com especialistas para acelerar sua transformação digital. Profissionais e equipes remotas para implementar o que você precisa.

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